quinta-feira, 9 de julho de 2015

Credicar - mandaia: uma liçao para sempre


Saramandaia: um curioso episódio “de novela”

 

Logo que começou a operar, por volta do inicio dos anos 70, a Credicard era um grande sucesso de marketing. A novidade do crédito rotativo, todo o seu dinheiro carregado com você “dentro” de um cartão de plástico, atraía a atenção de todos.

Mas as estruturas operacionais e de serviços não suportavam o grande numero de cartões e as operações em volumes crescentes. Possivelmente os executivos que estavam encarregados da implantação, em terras estranhas, dos novos e atraentes produtos, não previssem um sucesso tão grande.

As confusões e falta de um serviço de atendimento a clientes digno da qualidade do produto causava dificuldades enormes aos clientes, com respostas contraditórias para um mesmo problema operacional.

Ora, simultaneamente víamos na TV a novela “Saramandaia”, que tratava de confusões entre o real e o imaginário, entre o antigo e o novo, causando confusões e trapalhadas.

O brilhante jornalista Celso Ming, que cobria assuntos econômicos, foi uma das vitimas dessas trapalhadas. Não me lembro exatamente o que houve, mas o digno jornalista ficou muito bravo... E com razão. “Não teve duvidas : publicou um artigo transformando as confusões “em “ Credicard-mandaia”, ridicularizando o produto.

Tivemos que, ao mesmo tempo em que apressadamente corrigíamos o problema, desse cliente especifico, criar a toque de caixa soluções gerais e pedir desculpas ao jornalista.

Depois, em consequência, fizemos uma boa relação, o Celso se tornou um grande amigo, mas à custa de um vexame vergonhoso levado aos jornais pelas mãos até hoje muito habilidosas do Celso.

A “Credicard- Mandaia” durante muitos anos foi lembrada como uma lição bem aprendida. Obrigado, Celso !

quinta-feira, 2 de julho de 2015

A FIGURA DA ADMINISTRADORA


A figura da administradora

 

Comentários de leitores me levam a esclarecer melhor o esquema de quatro pontas: ficou parecendo que um esquema inventado no Brasil tivesse se espalhado pelo mundo como solução. Não é bem assim. Os fatos: a função de pagador das mercadorias compradas, bem como a de outorgada do mandato para obtenção de crédito em nome do cliente perante o banco foi, esse sim, juntado todo numa única empresa, a Administradora do cartão. A figura usada internacionalmente era a da “adquirente” de recebíveis .

Essa nomenclatura, por sua vez, advém da existência de uma entidade que se propunha “adquirir”, ou seja, descontar recebíveis em geral dos comerciantes; ou, seja, em outras palavras, nada mais que uma factoring... é, o mundo dá voltas...

Assim se adotou o nome de “administradora” dos tickets de comprovação das compras feitas, e por decorrência do sistema de cartões como um todo.

Como no Brasil essas funções (pagadora das compras feitas, credenciadora dos estabelecimentos, e finalmente “coletadora” dos tickets recebíveis, o titulo de administradora predominou e tomou o lugar da “adquirente” internacional; na verdade, com as mesmas funções).

Somente mais tarde, na evolução do sistema, é que começaram a se separar as funções: credenciadora, operadora do sistema, processadora dos valores a receber, autorizadora, etc.