Um dos grandes problemas do Credicard era o fato de que tudo era processado em São Paulo, e uma boa parte dos clientes ficava em outras capitais, principalmente Rio. Isso provocava custos imensos, além da inconveniência de o cliente ser obrigado a fazer uma ligação interurbana para saber um saldo... e uma ligação interurbana na época era um transtorno!
O que fizemos? Trabalhamos junto com um engenheiro eletrônico, o Flinker, para desenvolver um pequeno sistema: a máquina atendia um telefonema local (por exemplo, em Belo Horizonte), como se fora uma secretária eletrônica.
Imediatamente, REDISCAVA para São Paulo, onde uma central de atendimento recebia a ligação e atendia o cliente, que ficava feliz: tinha, através de uma ligação (para ele, local, a custos locais de Belo Horizonte), resolvido o seu problema com rapidez e eficiência.
Para a empresa, tínhamos ao mesmo tempo criado o sistema 0-800 (não existente no Brasil) e criado a primeira central de atendimento compartilhada.
Com essas e outras (contarei mais tarde) o Credicard foi se distanciando de seus concorrentes, em criatividade tecnológica e em eficiência na prestação de serviços. Isso é uma das coisas que, rapidamente, começou a fazer diferença...

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