segunda-feira, 11 de maio de 2015

O Elefante e a Formiga

Era uma vez uma formiga... ela era rainha, e por isso dava conta de gerenciar um formigueiro inteiro. O formigueiro era muito bem organizado, todas as formigas sabiam bem o que tinham que fazer, e ninguém desobedecia a rainha. Até que apareceu a informática, produzindo mapas e gráficos, que relatavam, a cada minuto, a produtividade de cada uma das milhares de formigas. Os computadores foram se tornando indispensáveis ao gerenciamento de, agora, centenas de milhares de formigas! Foi necessário criar nada menos que 5 sub rainhas, com as inevitáveis disputas de vaidade entre elas.

Foi necessário criar regras complexas para dirimir essas disputas, e manuais para colocar tudo no papel. Claro, os manuais eram mantidos com a ajuda de computadores.



Os processos produtivos, então, se tornaram uma loucura: havia detalhes que só mesmo os especialistas entendiam, e não revelavam a ninguém.

Só mesmo os computadores conseguiam conhecer tudo. E foi necessário criar ministérios, secretarias, auditorias, para poder saber se tudo continuava andando tão bem quanto nos calmos tempos da rainha.

Não demorou muito para que, rodando os sistemas produtivos e os sistemas burocráticos na velocidade cada vez maior que se exigia para competir com o formigueiro vizinho, a rainha entrasse em depressão.

Rapidamente algumas formigas se transformaram em psiquiatras, outras em coaches, outras se dedicassem a mágicas energéticas que faziam as formigas relaxarem e voltarem ao trabalho.

Estava estabelecida a confusão... um pequeno formigueiro, produzindo o suficiente para o pequeno número de formigas existentes, havia se transformado numa confusão.

Decidiram então a comissão de gerenciamento que o melhor mesmo seria caçar o elefante que passava por ali de vez em quando, só ele seria capaz de alimentar todo o formigueiro!

Elas tentaram capturar o elefante, que evidentemente não deu bola, e, pisando no formigueiro, e no vizinho, acabou com a civilização das formigas, que havia começado a crescer tão rapidamente.

Moral da história: uma rainha só não dá conta de gerenciar um elefante.

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