sexta-feira, 8 de maio de 2015

Desproporção Homem - Empresa

Imagine que você esteja, 100 anos atrás, (isto é, no ano de 1930, não é muito longe não é?) gerenciando uma empresa de ferrovias. Você terá que chegar ao escritório lá pelas 9:00, verificar os documentos e despachos de 50 trens, você e sua equipe de funcionários cada um em sua mesa de trabalho, emitir notas fiscais em papel para 80 encomendas. Em seguida, vão reunir todas num pacote, de várias cópias a carbono, um para cada trem, entregar ao maquinista, e vão todos embora para casa. Para retomar o trabalho idêntico às 9 do dia seguinte, com uma nova carga de despachos. Emocionante, né?

Compare com o que você tem que fazer 100 anos mais tarde:
apertar alguns botões, e fazer a máquina imprimir tudo para 200 voos, com o auxilio de... 3 funcionários que também serão responsáveis pela emissão de 2000 voos, em registros totalmente eletrônicos, que estarão (SEGUNDOS após) em mãos de seus destinatários para conferencia (impressos ou não, como queira).

Essa empresa (apesar de contar com 3 funcionários para essa função) precisa agora manter os registros de 4000 pessoas, das quais apenas 10 fazem o mesmo trabalho, em volumes muito menores, mas com complexidade muito maior.

A Tesouraria emprega agora 500 pessoas (sem qualquer aparente organização) sobre as quais você é responsável: questões trabalhistas, pessoais e registros financeiros multiplicados por 100, fora os registros de exportação e importação, que, você sabe, ainda lhe darão muita dor de cabeça.

Pois é: esse é um pequeno exemplo do que mudararm o mundo e suas tecnologias. Esse é um pequeno exemplo do que hoje causa as depressões, úlceras, cânceres e coisas semelhantes, para não falar nos Alzheimers e outras confusões mentais que se multiplicaram nos últimos 50 anos.

Pergunto: será que o ser humano foi feito para isso? Será que evoluímos para alcançar o nível de complexidade e velocidade que se exige de nós? Vamos pensar...

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