quarta-feira, 27 de maio de 2015

Como se faz dinheiro (cap 2)

FOI ENTÃO QUE UM GENIO DA ÉPOCA (provavelmente ainda na Idade da Pedra) PERCEBEU QUE... bastava “virtualizar” os valores!

A coisa funcionaria assim: um objeto pequeno e sem grande valor intrínseco (suponhamos, uma ervilha...) seria aceito como “um cruzeiro”, ou um “dinar”, ou qualquer outro nome. Desde que fosse de valor relativamente pequeno. Assim, poder-se-ia trocar um saco de arroz (1000 ervilhas) por um quarto de saco arroz (250 ervilhas) na cidade, e poderíamos aí então viajar com mais 750 ervilhas, (valendo talvez 10 sacos cheiros de ouro...) sem ter que carregar todo aquele peso e sem ter que correr o risco do ouro transportado desprotegido na viagem.

Essa foi (provavelmente) a primeira experiência de “virtualização” dos valores: um punhado de
ervilhas valia agora não mais seu valor intrínseco, mas conforme o número de ervilhas elas teriam um valor diferente, para poder ser trocadas por diferentes quantidades de mercadorias. Isso sem ter que, fisicamente, fazer a troca.

Essa descoberta genial foi chamada “dinheiro”. Com dinheiro se poderia: trocar pesadas quantidades de mercadorias sem ter que movimentá-las nem um milímetro; trocar, por exemplo, barras de ouro por alguns diamantes; ou trocar grandes quantidades de açúcar ou farinha, nesta cidade, por pequenos móveis ou artesanatos, noutra cidade. Novamente, isso tudo sem movimento físico das coisas.

Esse movimento (mais tarde conhecido como virtualização) possibilitou um enorme crescimento do comércio, e um enorme aumento da velocidade com que era praticado. A INFORMAÇÃO, que é a essência do dinheiro, tinha se tornado palpável e intercambiável.

Veremos mais no próximo capítulo....



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