Então
se tornou possível aumentar o número de clientes, inclusive fora de São Paulo.
Já não era mais tão necessário o contato físico para fazer transações, ou
operações simples como uma mudança de endereço.
Montamos
uma equipe de atendentes que conseguia dar conta das reclamações, alterações
cadastrais e até de elogios! Sim, pois aquilo era uma inovação digna de todos
os elogios; havíamos melhorado muito a eficiência e rapidez do atendimento, com
benefícios evidentes para clientes e operadores.
E,
além disso, conquistamos a boa vontade dos gerentes de banco, que até então se
recusavam a cumprir metas de venda de um produto que só causava demoras e
embaraços.
Mas
para aumentar o número de clientes, precisávamos de uma campanha de vendas
massificada.
Para
isso, importamos a técnica da mala direta, que até então nunca havia sido usada
no Brasil para serviços ou outros itens menos “concretos”. Fizemos isso contra
a opinião da maioria das pessoas, que não acreditavam no sucesso possível.
Fizemos
vários testes: texto longo; texto curto; uma página; duas páginas... com
assinatura do Presidente; sem assinatura do Presidente. Sempre que possível,
nominal.
Obtivemos
retornos (impensáveis hoje em dia) de até 4%; emitimos mais de 200 mil malas.
Finalmente,
e isso era o importante, demonstramos que os brasileiros eram também sensíveis
a uma oferta de serviço, como o cartão de crédito.
O
número de clientes começou a aumentar, a credibilidade dos gerentes de banco
foi fundamental nesse processo, e rapidamente passamos de 100 mil cartões a 150
mil, 200 mil...
Mas
isso com um custo e uma dificuldade enormes, que veremos resolvidos no próximo
post....
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