terça-feira, 30 de junho de 2015

O ESQUEMA DE QUATRO PONTAS


O ESQUEMA DE QUATRO PONTAS

 

Com a formação do esquema jurídico muito bem arquitetado pelo dr. Sady Dalmas e seus companheiros, tornou-se possível , a um portador cliente de um banco em São Paulo realizar transações em Hong Kong, por exemplo, sem que o comerciante chinês sequer o tenha visto antes ! O Banco em São Paulo conhece (e garante o crédito) do seu cliente, que por sua vez outorga um mandato às administradoras credenciadas no mundo todo, que por sua vez garante o crédito perante o comerciante local. Com isso, o comerciante local não se preocupa com o pagamento da venda, que lhe será feito, contratualmente, pela administradora (ou “adquirente”). Esta, por sua vez também tem seu recebimento garantido pelo Banco, que concedeu o crédito ao cliente. Resta, apenas, a garantia do crédito do cliente, que se torna o único risco do sistema todo. E tudo isso sob a égide de garantia das grandes bandeiras internacionais, como Visa, Mastercard, Diners, e outras. Estas ficam responsáveis pelo pagamento, porém sem que assumam qualquer risco de crédito final, que fica sempre nas mãos do Banco concessor do crédito.

Com isso, de uma forma simples e genial, formou-se uma cadeia mundial de transações, que rapidamente abarcou o mundo todo, diluindo o risco e compartilhando aquilo que se tornou o primeiro negócio em rede no mundo.

As quatro pontas (o banco, o comerciante, o cliente e a administradora) se unem, formam uma rede capaz de processar bilhões de dólares sem que ninguém tenha, isoladamente, que assumir um risco desse tamanho.

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