O ESQUEMA DE QUATRO PONTAS
Com a formação do esquema jurídico muito bem arquitetado
pelo dr. Sady Dalmas e seus companheiros, tornou-se possível , a um portador
cliente de um banco em São Paulo realizar transações em Hong Kong, por exemplo,
sem que o comerciante chinês sequer o tenha visto antes ! O Banco em São Paulo
conhece (e garante o crédito) do seu cliente, que por sua vez outorga um
mandato às administradoras credenciadas no mundo todo, que por sua vez garante
o crédito perante o comerciante local. Com isso, o comerciante local não se
preocupa com o pagamento da venda, que lhe será feito, contratualmente, pela
administradora (ou “adquirente”). Esta, por sua vez também tem seu recebimento
garantido pelo Banco, que concedeu o crédito ao cliente. Resta, apenas, a
garantia do crédito do cliente, que se torna o único risco do sistema todo. E
tudo isso sob a égide de garantia das grandes bandeiras internacionais, como
Visa, Mastercard, Diners, e outras. Estas ficam responsáveis pelo pagamento,
porém sem que assumam qualquer risco de crédito final, que fica sempre nas mãos
do Banco concessor do crédito.
Com isso, de uma forma simples e genial, formou-se uma
cadeia mundial de transações, que rapidamente abarcou o mundo todo, diluindo o
risco e compartilhando aquilo que se tornou o primeiro negócio em rede no
mundo.
As quatro pontas (o banco, o comerciante, o cliente e a
administradora) se unem, formam uma rede capaz de processar bilhões de dólares
sem que ninguém tenha, isoladamente, que assumir um risco desse tamanho.
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